segunda-feira, 15 de novembro de 2010

HIGHWAY TO HELL


No dia 27 de julho o álbum “Highway to Hell”, do AC/DC, completou 30 anos de lançamento. Com a reformulação passada pelo Território da Música começamos hoje uma série de homenagens a alguns dos discos mais importantes da história da música. Para começar vamos pegar essa ‘estrada para o inferno’...

A importância do álbum “Highway to Hell” se dá principalmente por ter sido o fim de uma etapa na carreira do AC/DC. E um fim trágico. Este álbum foi o último com o vocalista Bon Scott, morto em fevereiro de 1980. Mas antes de carregar este estigma, o disco já se tornara famoso pelas músicas que ajudaram a consolidar o nome do grupo no cenário internacional.

“Highway to Hell” foi gravado entre fevereiro e abril de 1979 em estúdios em Miami, nos Estados Unidos, e em Londres, na Inglaterra. Inicialmente a produção seria feita por Eddie Kramer, já conhecido no mundo da música por seus trabalhos como engenheiro de som ou produtor de bandas como Led Zeppelin, Jimi Hendrix e Kiss.

Mas a produção final de “Highway to Hell” foi assinada por Robert ‘Mutt’ Lange que na época já tinha produzido Savoy Brown e The Boomtown Rats, e mais tarde iria trabalhar com artistas como Def Leppard, The Corrs, Bryan Adams e Nickelback, entre outros.

Este foi o quinto lançamento internacional da banda e a faixa-título se tornou um dos maiores clássicos da carreira do AC/DC. O álbum traz 10 faixas, todas compostas pelos irmãos Malcolm e Angus Young em parceria com o vocalista Bon Scott. “Highway to Hell” alcançou a 17º posição entre os mais vendidos nos Estados Unidos em 1979.

Anos após o lançamento do disco, em 1985, “Highway to Hell” esteve envolvido em uma polêmica. O assassino em série norte-americano Richard Ramirez, conhecido como Night Stalker, cometeu diversos crimes entre os anos de 84 e 85. O criminoso se dizia fã de AC/DC e teria criado seu apelido baseado na música “Night Prowler”, a última faixa de “Highway to Hell”.

O fato de Ramirez se declarar fã do AC/DC e de usar camisetas e outros assessórios do grupo levou a conservadora sociedade norte-americana a culpar a banda como incentivadora de atos criminosos. O mesmo ocorreu com Ozzy Osbourne e Judas Priest, praticamente na mesma época.

O Território da Música pediu para alguns músicos influenciados pelo AC/DC comentarem sobre este álbum ou contarem alguma história envolvendo o disco. Veja o que integrantes das bandas King Bird, Baranga e Martiataka disseram a respeito:

Fábio César, baixista do King Bird (www.myspace.com/kingbirdband):
Comigo aconteceu uma história muito pitoresca em relação ao álbum “Highway to Hell” do AC/DC... Estava eu garimpando algum LP para adquirir na saudosa loja Woodstock Discos, ali no Anhangabaú, no centro de São Paulo, quando entra na loja um desses evangélicos com uns folhetos na mão.

Ele veio em minha direção e disse que eu ainda tinha salvação se ouvisse o que ele tinha para me falar. Ele me entregou o tal folheto e disse para ler atentamente, mas quando bati o olho no papel lá estava a tradução da música “Highway to Hell” e ali dizia que a música era do capeta e que todos os membros da banda tinham pacto com o dito cujo...

Eu olhei para ele e disse “cara muito obrigado... eu estava querendo a tradução dessa música e não tinha! Muito obrigado, você realmente me salvou!” (risos). Obviamente na mesma hora o cara saiu sem dar satisfação nenhuma, pois a loja inteira caiu em gargalhadas.

Brincadeiras à parte, eu considero este álbum uma das maiores obras primas do Rock 'n' Roll e com certeza AC/DC é uma das maiores influências do King Bird.

Ricardo ‘Soneca’ Schevano, baixista do Baranga (www.myspace.com/baranga):
Lembro quando comprei o “Highway to Hell” do AC/DC. Tinha 16 anos e fui para a Galeria do Rock, à tarde, depois do colégio. No rolê, achei ele na versão ‘Best Sellers’, que era uma série mais barata, e logo que cheguei em casa botei pra rodar.

“Highway to Hell” não foi o primeiro disco que ouvi do AC/DC, nem o primeiro que ouvi com Bon Scott, o vocalista original. Mas ficava claro, logo na primeira audição, que ali a banda estava no auge. A produção impecável, os ‘riffs’, os timbres, as letras, e os fantásticos refrões, com ‘backing vocals’ mais “cheios” que nos discos antecessores, deixando a certeza, para mim, que este é o melhor disco do AC/DC.

A faixa título nasceu para ser um hino, põe de ponta-cabeça qualquer pista, em balada de Rock, até hoje. E instituiu definitivamente o “Hell” como o paraíso sonhado por todos os roqueiros.

Uma pena que este tenha sido o último registro com Bon Scott. Um dos mais carismáticos ‘frontman’ que o Rock já teve. É difícil fazer certas suposições, mas acredito que se estivesse vivo seria uma figura cult como Lemmy Kilmister, Keith Richards ou Ozzy Osbourne.

Mas como o mundo gira, no ano seguinte o AC/DC lançou “Back In Black”, que pagou todos os tributos que Bon Scott merecia. Mas isso é outra história e o “Back In Black” só faz 30 anos em 2010”.

Deca, guitarrista do Baranga:
“Highway to Hell”? Espetacular! O último com Bon Scott (ele dizia que o AC/DC eram os quatro caras da banda, e ele era o raio no meio). Foi o ‘play’ que abriu a banda pro estrelato total.

Não foi o primeiro ‘play’ que comprei do AC/DC, mas eu era moleque quando comprei e foi inspiração para um trabalho de desenho na escola - era para desenhar a capa qualquer e escolhi colocar o logo da banda e o título, mas o desenho era de uma estrada, com faixa separando as pistas, ‘guard-rail’ na lateral e com um fogo no fundo. O curioso é que mesmo bem antes de ter visto o vídeo, é a imagem bem parecida com um filminho de introdução do filme “Let There Be Rock”...

Tem mais! Se você comparar as fotos da contracapa do “Powerage” - que é de dois anos antes que o “Highway to Hell” - vai ver que é da mesma sessão de fotos. É só ver os detalhes do Angus e do Malcolm. Isso é normal, tem foto da sessão do segundo CD da Baranga, “Whiskey do Diabo”, que ainda usamos até hoje... Até nisso temos influência do AC/DC (risos)!

Del Guiducci, vocalista do Martiataka (www.myspace.com/martiataka):
Eu tomei contato com a obra do AC/DC no início dos anos 90 e o primeiro álbum no qual botei minhas mãos foi o “Who Made Who”, que é de 1986. Foi ótimo ter sido este disco, porque é uma espécie de coletânea. A partir daí, desandei a procurar mais material sobre a banda - naquele tempo não era só apelar para o Soulseek ou Emule ou Torrent.

Não é meu disco preferido do AC/DC - embora goste mais do Bon Scott como vocalista, o “Back in Black”, como álbum, é insuperável -, mas talvez seja o melhor com o antigo vocalista. E tem uma série de coisas que fazem do “Highway to Hell” um disco emblemático, não só para mim, mas para a história do rock.

Primeiro o fato de ter sido o último com Bon Scott. Depois pela capa espetacular, uma das melhores do rock em todos os tempos. E, claro, por algumas grandes canções como a faixa-título e “Girls Got Rhythm”.

Eu Sou Ozzy


A história de vida de uma pessoa famosa e bem sucedida financeiramente é algo que interessa a muitas pessoas. Mas quando esse famoso é um dos mais importantes nomes da história do Rock, esse interesse é multiplicado pela admiração - às vezes quase doentia - que os fãs têm.

John Michael Osbourne, o inglês nascido em uma pobre cidade industrial, se tornou um dos mais adorados artistas do mundo da música: Ozzy Osbourne. Em “Eu Sou Ozzy” (Editora Benvirá) o vocalista conta momentos marcantes de sua história pessoal e profissional em uma viagem com altos e baixos que se refletem também nas páginas do livro.

“Eu Sou Ozzy” é dividido em duas partes. Na primeira parte Ozzy conta sobre sua infância difícil. Família numerosa, falta de dinheiro, nenhuma diversão. Sua dislexia e déficit de atenção impediram que o jovem Ozzy fosse destaque na escola. Pelo menos destaque positivo. O histórico familiar de problemas psiquiátricos dá uma dica sobre o que o futuro reservava ao garoto Osbourne.

Desde criança Ozzy encontrou um modo de superar suas limitações: fazer palhaçada. Se não fosse um cantor famoso, provavelmente Ozzy se daria bem como comediante. E em todo o livro há passagens engraçadas, mesmo quando o assunto é sério e preocupante. Sempre há um comentário que tira o peso da situação e faz o leitor esboçar um sorriso.

Um dos momentos marcantes do livro é quando Ozzy conta sobre sua experiência em uma prisão, antes dos 18 anos, onde passou alguns meses e conviveu com todo tipo de criminoso perigoso. As descrições sobre seu emprego em um matadouro também são impagáveis.

Mas são os acontecimentos seguintes que realmente chamam a atenção do leitor que estiver interessado no “vocalista Ozzy Osbourne”. Seu encontro com Geezer Butler, Bill Ward e Tony Iommi.

Ozzy descreve seus primeiros contatos com os companheiros de Black Sabbath, os primeiros passos do quarteto como uma banda, o fim prematuro que quase aconteceu com a saída temporária de Tony Iommi para tocar no Jethro Tull. As páginas dedicadas ao Sabbath são - sem dúvida - as mais interessantes do livro.

São momentos de efervescência criativa, de deslumbramento com o sucesso que se abria aos quatro integrantes. Ozzy também ajuda a desenhar um pouco da personalidade de cada um dos membros da banda. Mas é bom sempre ter em mente que essa é apenas uma visão possível de todo o quadro.

O peso negativo das drogas e do álcool é marcante na carreira do Sabbath, principalmente depois do álbum “Vol. 4”, o que levou lentamente ao fim do grupo.

A segunda parte do livro começa com Ozzy no fundo do poço, sem banda, com problemas com a esposa Thelma e cada vez mais afundado no álcool. É aí que Sharon Arden começa a ganhar importância na vida do vocalista. É interessante saber os detalhes do início da carreira solo de Ozzy, época em que ele parece ter renascido. Em partes.

Um dos momentos emocionantes é quando Ozzy conta as circunstâncias que causaram a morte do guitarrista Randy Rhoads em um acidente aéreo. É perceptível que Ozzy carrega um sentimento de culpa pelo ocorrido, principalmente porque Rhoads já tinha mostrado interesse em parar de excursionar e se dedicar ao estudo da música.

Mas passado esse episódio triste, esta segunda parte do livro traz pouco de realmente interessante. É uma alternância de bebedeiras, cocaína, maconha, remédios de todos os tipos, bebedeiras, sexo, bebedeiras e muitas brigas com Sharon Osbourne, a empresária que se tornou sua esposa.

Em diversos momentos Ozzy afirma sobre a importância de Sharon em sua vida, tanto pessoal quanto profissional. O ruim é que pouco se fala do aspecto musical e artístico de Ozzy Osbourne nessa parte do livro. E as infindáveis declarações de amor cansam um pouco.

Mas, é claro, também há música. Ozzy comenta sobre a reunião do Sabbath em 1985, no Live Aid. Ainda que não seja explícito, dá para perceber como o cantor quis passar um recado aos ex-companheiros. Algo como “hoje eu sou um astro, e vocês?”.

O suicídio do fã John McCollum, a confusão com testes de HIV, os processos de Bob Daisley e Lee Kerslake. Ozzy fala de tudo, mas nem sempre com profundidade. Três episódios marcantes das loucuras do cantor são descritas em detalhes: a decapitação de uma pomba com os dentes em uma reunião da CBS; a mordida no morcego e a mijada no Álamo, no Texas. É engraçado, de tão bizarro.

O resultado de 40 anos tomando todo tipo de droga possível - menos heroína, que Ozzy nunca gostou - se reflete na saúde debilitada, nas tremedeiras, na gagueira.

“Eu Sou Ozzy” é bem interessante por repassar oficialmente a história desse importante personagem. Mas sempre é bom lembrar que trata-se de uma autobiografia, ainda que escrita com a ajuda do jornalista Chris Ayres. E autobiografias geralmente correm o risco de trazerem uma imagem embelezada do biografado ou deixarem de fora algumas verdades duras e cruéis.

Apesar das excessivas declarações de amor a Sharon, “Eu Sou Ozzy” é um bom documento para quem quer entender mais sobre o astro da TV, o vocalista louco e o ser humano Ozzy
Osbourne.

Paul McCartney: Show? Não. Experiência de vida

De acordo com a diretoria do São Paulo, o estádio do Morumbi já conta com duas datas agendadas para receber os shows de Paul McCartney no Brasil. Mas enquanto o contrato não estiver assinado e o artista não divulgar a informação, eu não acredito - afinal, o São Paulo é aquele clube que não consegue confirmar nem o próprio técnico...

Se eu fosse você, porém, ia a uma mesquita na sexta, a uma sinagoga no sábado e à igreja no domingo. Reze para todos os deuses, independente do nome, para que a notícia seja confirmada de fato. Porque assistir a um show de Paul McCartney é mais do que apenas um espetáculo de entretenimento; é algo transcendental, como a religião.

Eu já posso me considerar um ser humano completo: já plantei minha árvore (valeu por isso, tia Carmelita da terceira série!), já escrevi um livro (aguarem o começo de 2011) e troquei a idéia de ter um filho para assistir a um show do Paul McCartney. Aconteceu em Londres, no Hyde Park, em 27 de junho de 2010. Vi o deus da música cercado de deuses menores na mesma data - Elvis Costelo, Crosby, Stills & Nash e Crowed House também tocaram no último dia do festival Hard Rock Calling.

Já assisti a mais de cinqüenta shows - contando os festivais e bandas de abertura de renome, o número de artistas deve passar de cem. Muita gente boa entra nessa lista, desde dinossauros, como Jerry Lee Lewis e Chuck Berry, passando por pesos pesados, como Slayer, Metallica e Megadeth, indo a nomes mais contemporâneos, como Linkin Park e The Killers. Isso sem contar com aquelas bandas que você (e nem eu) nunca mais vai poder assistir (e não por falta de vontade), como o Faith no More e o Thin Lizzy.

Mas nenhum desses nomes tem um repertório tão completo quanto o do ex-Beatle. Por quê? Leia de novo: um ex-Beatle. Ouvir canções como “A Day In The Life”, “Let It Be”, “Helter Skelter”, “Blackbird”, “Two of Us” ao vivo, na voz de quem fez tudo isso ganhar vida é algo paradoxalmente indescritível com palavras. Tudo bem distribuído em meio a músicas da carreira-solo, Wings, Fireman e uma surpresinha aqui e ali - para não entregar e cortar o barato do sorriso amarelo, digo apenas uma palavra: Tequila!

Isso tudo sem contar as experiências visuais que a apresentação vai te proporcionar, como ter John Lennon e George Harrison dando as caras no palco, mesmo que por fotos, em momentos-tributo, como “Here Today” e “Give Peace a Chance” (em memória ao primeiro) e “Something”; ou nos fogos de “Live and Let Die”, quando o mundo se revela um lugar sombrio, mas ao mesmo tempo, cheio de luz - literalmente.

Paul já é um tiozinho em seus 68 anos. A juventude vem de seu legado, sempre atual, e também de sua banda - a melhor das décadas da carreira-solo - que, a bem verdade, não é tão jovem assim. Quase todos são cinqüentões, com exceção do baterista Abe Laboriel Jr, que, com seus 39 anos, sabe que seu instrumento merece ser tratado com violência e suavidade - e consegue um equilibro magistral entre elementos tão antagônicos.

A experiência de um show de Paul McCartney pode se resumir a “Hey, Jude”. No momento do coro, não existem mais problemas no mundo, não existem inimigos. É o momento máximo de comunhão. O seu deus olha por você, e sabe que aquele momento é sagrado e dá a permissão para esquecer de tudo - mas não de todos, pois está rodeado de iguais que passam pelo menos transe que você, cantando as mesmas palavras.

“Não carregue o peso do mundo em seus ombros”, ele canta, para, depois de mais de duas horas e quarenta minutos, finalizar: “No fim, o amor que você recebe é igual ao que você distribui”. Eis as palavras da salvação - em uma cerimônia onde a música é a mensagem e Sir Paul McCartney o (meu) pastor.

Amém.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Richie Kotzen volta ao Brasil em 2011

A agenda de shows para o próximo ano já começa a ganhar forma com o anúncio de diversas atrações que se apresentarão no Brasil. E mais um nome engrossa a lista: Richie Kotzen. O guitarrista norte-americano volta ao país em março de 2011 para uma série de apresentações.

O anúncio da nova turnê em território nacional foi feito pela produtora Free Pass Entretenimento, que trará o músico ao país e está agendando as apresentações. Detalhes sobre as cidades e datas dos shows serão divulgados em breve.

Kotzen, que já fez parte do Poison e Mr. Big, tem uma extensa carreira como artista solo e prepara um show diferente daquele apresentado no Brasil em abril deste ano, quando esteve pela última vez no país.

Metallica confirmado para a nova edição do Rock in Rio




A banda norte-americana Metallica é a primeira atração internacional confirmada para se apresentar na próxima edição do festival Rock in Rio. O anúncio da participação do grupo no evento foi divulgada nesta terça-feira, 09, no site oficial do festival. A banda foi a mais votada em uma pesquisa feito pelo Ibope para saber qual artista o público brasileiro gostaria de ver na nova edição do Rock in Rio.

James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett e Robert Trujilo voltam ao Brasil na continuação da turnê de divulgação do álbum “Death Magnetic”, excursão que trouxe o grupo ao país em janeiro deste ano.

O Rock in Rio será realizado entre os dias 23 de setembro e 02 de outubro de 2011. O Metallica toca no terceiro dia do festival, noite que será dedicada às vertentes mais pesadas do Rock. Os ingressos começam a ser vendidos no próximo dia 19, através do site oficial: www.rockinrio.com.br.


Outras duas bandas de Metal já foram confirmadas para o festival, o Angra e o Sepultura.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Queen troca de gravadora e relança álbuns em 2011

Após 37 anos de contrato com a EMI, a banda inglesa Queen assinou um novo contrato trocando de gravadora. Agora o catálogo do grupo pertence a Universal Music que relançará todos os 15 discos de estúdio da formação original a partir de março de 2011.

A primeria leva de relançamentos trará de volta às lojas os cinco primeiros discos do grupo: “Queen” (1973), “Queen II” (1974
), “Sheer Heart Attack” (1974), “A Night At The Opera” (1975) e “A Day At The Races” (1976). Os relançamentos comemoram os 40 anos de formação da banda.

“Estamos muito animados, depois de todo esse tempo, em embarcar em uma nova fase em nossa carreira - com uma nova gravadora - com novas idéias e novos sonhos”, comentou o guitarrista Brian May.

Lucian Grainge, alto executivo da Universal, também comentou sobre a parceria com a banda. “O Queen reescreveu o livro de regras do rock há 40 anos e você pode contar, pelo menos, três gerações de artistas sob sua influência. Então, agora, estamos sob sua influência na Universal Music e ansiosos por escrevermos juntos novos capítulos no livro”.

Exposições, documentários e um filme sobre a banda são outros lançamentos que devem comemorar as quatro décadas de formação do grupo.





sexta-feira, 5 de novembro de 2010

ORIGEM DO NOME DE BANDAS!

Abba - Formado pelas letras iniciais dos nomes dos quatro integrantes do grupo. Agneta Faltskog, Bjorn Ulvaeus, Benny Anderson e Anni-Frid Lyngstad. A palavra em si zer papai em hebraico.

AC/DC - Todo mundo atribui o nome da banda ao termo “Alternating Current/Direct Current” (ou, traduzindo para o português, Corrente Alternada/Corrente Contínua). Tal nome teria sido achado na placa existente atrás de uma máquina de costura de Margaret Young, irmã de Angus e Malcolm, que dão suporte à teoria. Algumas figuras religiosas, no entanto, postulam que o significado da sigla advém de “Anti Christ/Devil’s Children” ou Anti-Cristo/Filhos do Demônio, querendo taxar o grupo musical de ser ligado ao satanismo, uma vez que repudiavam o rock pesado e a atitude do grupo, que não estava de acordo com o conservadorismo religioso defendido por estes. A banda nega veementemente essa origem para o nome.

Aerosmith - Teoricamente o nome não significa nada. De acordo com a sua biografia “Walk this Way”, o baterista Joey Kramer teria sugerido o nome na escola, quando andavam à procura de um nome para a banda – ele gostava de palavras que começavam por «Aero», e decidiram que «Aerosmith» era a melhor combinação

Air Supply - Graham Russell sonhou que viu um letreiro luminoso de um teatro com esse nome cerca de cinco anos antes de a banda assinar seu primeiro contrato.

Alice In Chains - A idéia inicial da banda era de tocarem covers de Slayer usando vestidos. Nem precisa dizer que a idéia não vingou.

Beastie Boys - Beastie quer dizer animalesco. Porém o nome dessa banda é na verdade um acrônimo para “Boys Entering Anarchistic States Toward Internal Excellence” (Rapazes Entrando em um Estado Anárquico Visando a Excelência Interna).

Black Sabbath - O grupo escolheu o nome inicialmente de “Polca Tulk Blues”, mais tarde encurtado para “Polca Tulk”, e começou a construir um repertório, principalmente blues. Após um curto período, o nome da banda foi mudado porque eles não faziam apenas apresentações de blue. A banda passou a se chamar Earth e resolveu assumir o nome de uma música composta por Geezer Butler, inspirada em um suspense do novelista Denis Wheatley. Para quem não sabe, Black Sabbath (ou Sabbath Negro) refere-se a uma reunião de bruxas e feiticeiras.



Cranberries - O nome original era Cranberry Saw Us, mutação de Cranberry Sauce (molho da fruta cranberry). Quando Dolores O’Riordan se juntou ao grupo ela sugeriu encurtar para The Cranberries.

Duran Duran - Vilão do filme “Barbarella” estrelado por Jane Fonda.

Eurythmics - Sistema de instruções musicais criadas em 1890 que dá ênfase a respostas físicas.



Faith No More - Fé Nunca Mais. O nome anterior era Sharp Young Men, que depois mudou para Faith No Man quando seu crooner era Mike “The Man” Morris. Quando Morris saiu em 1982, evoluíram para Faith No More.

Foo Fighters - Gíria originada durante a Segunda Guerra Mundial significando UFO’s (OVNI’s). A palavra Foo é uma corruptela do francês “feu” significando “fogo” ou “fou”, significando “insano”. Dizem que tudo começou quando um grupo de pilotos da aeronáutica tentaram atirar em possíveis UFO’s.

Green Day - Trata-se de uma referência a maconha. Um dia verde é um dia em que você deixa de fazer suas obrigações para ficar fumando. Também cotado como inspiração, uma placa no filme “Soilent Verde” escrito “Green Day”. A banda se chamava Sweet Children.

Jamiroquai - Duas versões. Jay Kay se interessa pelos indios Iroquai e quer uma banda que possa tocar “jam” (improvisando). Termo australiano para uma banda com um hit só.

Metallica - Lars Ulrich ajudava um amigo bolar o nome de um metal fanzine. Uma das sugestões foi Metallica que não foi aproveitado para a revista. Lars então pegou para ele.

Pearl Jam - Uma das prováveis origens do nome Pearl Jam tem a ver com uma geleia (jam em inglês) feita pela avó de Eddie Veder (chamada Pearl) cuja composição incluía peyote. Outras versões informam que Pearl Jam seria gíria, significando esporra. Eles quase se chamaram de “Mookie Blaylock” em homenagem a um jogador de basquete.

Queen - Segundo Freddie Mercury: “Eu sempre tive a idéia fixa de chamar a banda de Queen. Este era um nome muito forte, muito universal e imediato, tinha uma visão de potência e estava aberta a vários tipos de interpretação. Eu estava ciente da possível conotação gay ao nome, mas essa era apenas uma das várias ‘caras’ para o nome.”

Smashing Pumpkins - Billy Corgan, vocalista, guitarrista e líder já deu várias explicações. O nome poderia ter vindo de uma piada sobre Halloween, que usa a abóbora (pumpkin) como símbolo. Em outra explicação, ele diz que Gene Simmons do Kiss apareceu em um sonho seu e disse “Joe Strummer is a pumpkin, drunken and smashed!”(Joe Stummer é uma abóbora bêbado e chapado). Mas o que ele mais afirma é que o termo smashing é usado no sentido de “arrasador”, não como um verbo conjugado. O certo é que sua cidade natal é produtora de abóboras e há quem diga que o nome (Esmagando Abóboras) é uma vingança a um comentário de uma ex-namorada que teria lhe dito que ele não realizaria nada na vida e jamais conseguiria sair da cidade.

Stone Roses - O grupo começou com o nome de “Patrol”, mudando logo depois para “English Rose”, em homenagem à música da banda “Jam”. Em 1985, a banda combinou os nomes de seus ídolos, “English Rose” e “Rolling Stones”.

Who - Eles se chamavam The High Numbers e chegaram a lançar um compacto assim embora insatisfeitos com o nome. A lenda conta que o pessoal estava bombardeando nomes possíveis até que alguém que já estava ficando surdo para as idéias, retrucou “Os Quem?”

E também os brazucas.

Kid Abelha - Em 1980, a banda que não tinha nome, precisava urgentemente de um para entregar uma fita. Foi então que Luis Mello, um programador, gostou de pronto do primeiro nome da lista: “Kid Abelha e os Abóboras Selvagens”

Barão Vermelho – o guitarrista Frejat e companhia encontraram inspiração no personagem Barão Vermelho, que Snoopy interpreta em seus desenhos. De chapéu, óculos e cachecol, o cãozinho pilotava sua casinha como se fora o avião do lendário herói de guerra.

Titãs – o nome original do grupo, “ Titãs do Iê-iê-iê , que no início queria adaptar suas canções ao estilo da Jovem Guarda, foi retirado da enciclopédia “ Titãs da Música “ . Foi sugerido pelo vocalista Ciro Pessoa, que deixou a banda em 1984.


Raimundos – Originalmente, o nome e o som da banda são inspirados na cultura nordestina e têm um toque de punk rock. Além de haver muitos “ Raimundos “ no Nordeste, os integrantes eram fãs dos Ramones. Por isso, optaram por algo parecido.

Legião Urbana – a inspiração da banda formada por Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bomfá veio de uma frase do Imperador Júlio César: “ A Legião Urbana vence todas as coisas “

Capital Inicial – os integrantes vieram de dois grupos de Brasília, a “ Blitz 64 e o Aborto Elétrico, do qual fez parte Renato Russo. O nome surgiu da situação do conjunto na época da formação: ninguém tinha dinheiro para tocar, ou seja, faltava o “ capital inicial “ .

Ira ! - Inspirado no Exército Republicano Irlandês. O nome foi usado pela primeira vez em 1981 em um show da PUC de São Paulo.. Em março de 1985, ao gravar seu primeiro LP: “ Mudança de Comportamento “ , a banda já adotava a exclamação.

Charlie Brow Jr. - Em 1992, quando os integrantes da banda já animavam por aí, o vocalista Chorão arrebentou seu carro num quiosque de praia. Nele, estava escrito Charlie Brown. Depois foi só colocar o Jr., pois eles se consideravam discípulos de bandas como Planet Hemp e Suicidal Tendencies. Ou seja, eram o “ júnior ” .